TOKYO — THE HUMAN WORLD

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TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Kyuubi em Qua Nov 02, 2016 11:34 pm



ANO DE 2020

A capital de uma das 47 províncias do Japão. Situa-se em Honshu, a maior ilha do arquipélago. Tóquio possui 9 790 000 habitantes, cerca de 10% da população do país, e a Região Metropolitana de Tóquio possui mais de 37 milhões de habitantes, o que torna a aglomeração de Tóquio, independentemente de como se define, como a área urbana mais populosa do mundo.
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Demais personagens que não são Youkais deverão começar sua jornada neste tópico. Personagens estrangeiros devem chegar à cidade com um propósito (ou não). Lembrando que estamos na época das Olimpíadas no atual cenário.
É necessário que você coloque o local no início da postagem para que outros jogadores saibam onde está.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Lavinia Natsumi em Qui Nov 03, 2016 10:44 pm


O lugar a deixava nervosa. Muito nervosa. Odiava tanta aglomeração, mas não porque se sentia ameaçada ou coisa parecida, mas simplesmente porque sua irmã poderia simplesmente aparecer do nada e arrastá-la para casa ou alguma pessoa da escola chegaria e a deduraria. Ou não. Ninguém a conhecia na escola, nunca tentou pelo menos aparecer lá. Talvez fosse esse motivo ela ter 19 anos e ainda estar no segundo ano do médio.

Quem diria que faltar tanto reprovava?

E que o tempo, mesmo que mais lento no outro mundo, conseguia passar tanto quanto aqui.

Talvez demoraria um pouco mais do que o normal para que Lavinia abrisse um portal e ir para seu mundo preferido, visto que teria que procurar algum lugar vazio. O que era idiota, isso era basicamente ao lado da casa dela, deveria conhecer. Mas o pior era que não poderia ir para seu quarto abrir um portal, sempre tinha o perigo de ser pega pela irmã.

Precisou andar um pouco, talvez ela até teve muita sorte. Não demorou muito para que simplesmente achasse um portal e pulasse para o outro mundo.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Kyuubi em Ter Nov 08, 2016 12:46 am


AlGUM BECO QUALQUER E FEDORENTO DE TOKYO

Com um cigarro na boca, Jeanne e outros dois rapazes chutavam um mendigo embriagado. Os jovens riam, onde revezavam entre tragar, beber da cerveja barata e chutar o moribundo.

"Você chuta como uma vadia demente." Zombava Jeanne, à medida que tomava a garrafa de cerveja das mãos do mesmo rapaz que fazia troça. "Mal acerta a cara dele, olha lá."

"Vai se foder, estrangeira," cuspiu o moreno, "vo te mostrar quem é a vadia demente."

E, dito isso, o rapaz chutou mais forte. Tão forte que fez o mendigo cuspir sangue, o que trouxe gargalhadas para os agressores.

"Ah, olha só, ele tá babando." Observou a loira. Seu sotaque francês era fortíssimo e, por isso, as palavras em japonês saíam em um verdadeiro tom escarnecedor.

Jeanne aproximou-se do homem debilitado, ajoelhando-se em sua frente. Ela exibiu um sorriso antes de tragar do cigarro, assoprando a fumaça na face dele. Chegou a beber dois goles, antes de—enfim—quebrar a garrafa na cabeça do coitado. Os adolescentes ao seu lado emitiram uma mescla de risada e urros de surpresa. Estavam tão chapados quanto ela.

Quando Jeanne levantou-se, ela não tardou a puxar um dos marmanjos para um beijo feroz e faminto. O outro jovem tentou alisá-la por trás, o que fez a loira cortar o beijo e chutá-lo na região íntima. Ele caiu de imediato, dolorido, segurando o saco. Tanto ela quanto o rapaz que beijava riram, até que o som das gargalhadas foi interrompido por um zumbido ensurdecedor.

A francesa precisou de alguns segundos para afastar aquela sensação do ouvido, até perceber que havia algo estranho no fim do beco. Algo que parecia uma miragem, que não deveria de estar ali. Uma fissura grotesca agia como uma cicatriz em meio ao nada onde, do outro lado, jazia uma espécie de jardim límpido e belo—o total oposto daquela região esquecida de Tokyo.

Jeanne foi atraída pela imagem da mesma forma que um imã é atraído por sua metade oposta.

"Oh, oh, Je, que porra?" Dizia o rapaz que fora beijado, confuso do porquê da jovem andar em direção à coisa estranha. "Não vai pra esse caralho loco não, bora, vamo voltar pra festa."

"Tá com medo é, sua bicha?" A loira riu. "Vem, deixa de viadisse."

"Tu tá maluco, Je, ow, vem pra cá," pedia o garoto em um tom grogue, "vem ow, o Tristam não vai gostar disso não. Cê tá com a parada dele, ow."

"Manda o Tristam tomar no olho do cu." Retrucou ela, já tão próxima da fissura que podia sentir os pelos de seu corpo sendo puxados para dentro.

"Faz isso não, Je—"

Mas, antes que o rapaz pudesse dizer qualquer outra coisa, Jeanne já havia adentrado à fissura e desaparecido.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Mephisto em Sex Nov 18, 2016 7:56 pm

TOKYO DAIGAKU (TODAI)


Haji estava entediado. Extremamente entediado. A explicação do professor universitário estava lenta; as palavras em japonês pairavam pela sala e ninguém fazia questão de participar diretamente da aula. Os lápis se arrastavam pelas folhas de papel branco escrevendo pequenos kanjis que poderiam servir mais tarde para uma avaliação. Era um dia muito, muito chato.

Haji não fazia qualquer questão de prestar atenção no que estava sendo dito, o lápis fazia movimentos repetidos em seu caderno que não tinham qualquer ligação com o assunto sobre as mais interessantes relações comerciais que eram absorvidas aos poucos por sua falta de atenção.

"Crux Sancti Patis Benedict. Crux Sancta Sith Mihi Lux. Non Draco Sith Mihi Dux. Vade Retro Satana! Nunquam Suade Mihi Vana; Sunt Mala Quae Libas; Ipse venena Bibas!" terminava de escrever o banimento em latim e começava a pronunciar as palavras apenas movendo os lábios enquanto desenhava um hexagrama e pentagrama demonstrando proteção. Quando tinha seus 15 anos de idade, sentia grande incômodo ao falar em latim - ainda não conseguia dizer certas coisas em japonês devido ao sotaque, mas percebeu que, isso o ajudou no latim - apesar de que acabara por trocar as palavras em alguns momentos.

"Haji, Kosey?" O professor levantou os olhos até ele com curiosidade. "O que uniu o... Brasil aos países baixos?"

No meio de seu banimento por pura memorização o rapaz se assustou com a atenção voltada para si e a pergunta repentina. Já era a quarta ou quinta vez que o pegavam de surpresa, e anteriormente havia conseguido se safar de perguntas, ou evitar que respostas fossem dadas. Alguns burburinhos começaram a surgir e pôde ouvir com clareza insultos ao fato da fé islâmica, mesmo não tendo relação com o assunto.

"Arrisco nos portos brasileiros no século dezenove...?" O homem assentiu contragosto e prosseguiu a aula; Haji se sentiu livre daquilo e teve a liberdade de sair da universidade. Aquele dia estava muito chato e Haji insistia em se lembrar disso.

Caminhou calmamente com a mochila cheia de livros de universitário e alguns adereços pagãos pendida em seu ombro direito, estava indo em direção ao local bastante comum de se encontrar com alguns amigos. O dedo mínimo foi envolvido por outro num gesto de carinho e respeito à cultura de Haji. Virou-se para o rapaz e deu-lhe três beijos do rosto, e estampando um sorriso no rosto.

Ambos os rapazes caminharam com os dedos enlaçados, conversando sobre suas futilidades e assuntos intrinsecos e pararam no meio fio para se despedir. Haji voltou-se a si ao perceber uma quantidade de sangue no chão de um beco nem um pouco peculiar, ouviu também um zumbido, diria nunca tê-lo ouvido, mas em algumas ocasiões em que se permitia ir para o outro lado ele aparecia... ah, alguém abriu um portal? adentrou mais ao beco ao perceber que havia uma fissura no fim do beco. Olhou ao redor e entrou. Aquilo ali era muito estranho.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Veena em Dom Fev 26, 2017 1:57 pm


Já há muito tempo que o lobisomem não entrava no mundo humano.

Na verdade, ele nem se lembrava direito daquele mundo. Ver os edifícios altos e as ruas sem fim, porém, deixou-o particularmente confuso e um tanto assustado. Era como se fosse uma criança perdida numa cidade grande. Áurel caminhou por entre as pessoas - que eram, por norma, mais baixas que ele - desconfiado. Talvez fosse mais produtivo se ele se transformasse num lobo.

Enquanto ele ponderava as suas possibilidades, as pessoas o encaravam, confusas com o indivíduo estranho andando por aí aparentemente sem rumo.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Kyuubi em Dom Fev 26, 2017 8:54 pm


Luzes, barulhos e prédios altos. A Kyūbi não imaginava que a primeira imagem que seus olhos captariam seriam coisas tão feias e irritantes. Tokyo estava lotada como sempre, o que confundia a kitsune. Muitas pessoas, especialmente homens, a encaravam. Podia ver, também, centenas de pessoas tirando foto de si. Elas murmuravam coisas que a Kyūbi jamais havia ouvido falar. Algumas adolescentes até pediram para tirar uma foto em conjunto, porém foram brutalmente ameaçadas com seus silvos irritados.

O choque das garotas chamou a atenção de um guarda, que veio até a kitsune. Antes que o homem pudesse fazer qualquer pergunta, a Kyūbi o atacou no pescoço, fazendo o sangue jorrar. O caos não demorou a se alastrar, o que só tornou a condição da Kyūbi mais violenta. Havia um motivo para seus poderes terem sido selados e seu corpo exilado em Okkirai.

A sua incapacidade de controlar a sede por destruição.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Veena em Seg Fev 27, 2017 12:08 am


"Wow." Soltou a voz risonha da Kitsune mais alta, zombando da pequena do topo de um poste de luz "Você não perde tempo, né?"

Apesar de não se importar propriamente com a segurança dos humanos, a garota sentiu-se um pouco desconcertada para ver o caos que estava se criando ali mesmo. Em um segundo, um monte de sirenes começou a tocar, ferindo os seus ouvidos demasiado sensíveis para o ruído estridente. Torceu o nariz, um pouco desagradada.

"Hey, moça." Grunhiu, incomodada "Você não podia, sei lá, parar com isso? Está criando o caos. Assim não dá para ver como eles agem normalmente."
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

Mensagem por Kyuubi em Dom Abr 23, 2017 10:56 pm


As sirenes só provocaram ainda mais o descontrole da kitsune. Com raiva, ela começou a atacar os guardas com suas unhas enormes e audição aguçada, antecedendo-se aos ataques dos humanos com suas armas. Ela rugiu ao som de uma voz conhecida, a encarando com olhos avermelhados. Suas pupilas estavam afiladas e parte de seu verdadeiro poder a embuía em uma energia carmesim. Uma aura se formou em forma de raposa sobre seu corpo e, assim, a boca se abriu para que uma esfera de fogo azulada fosse arremessada contra a outra kitsune.

Seria preciso um feitiço para acalmar a Kyūbi, pois, diferente de Okkirai, o mundo humano não estava protegido de sua fúria e o selo em seu pescoço apenas a impedia de entrar em sua forma adulta. Quanto mais longe de um ser humano mágico ou lugar sagrado, mais enfraquecido era o selo da raposa de nove caudas.
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Re: TOKYO — THE HUMAN WORLD

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